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28.05.2015

Exposição destaca meio século de experiências do movimento cooperativo para habitação no Uruguai

Será aberta no dia 3 de junho, a exposição ‘Cooperativas habitacionais no Uruguai – meio século de experiências’, no Museu da Casa Brasileira. Resultado de um trabalho de documentação e pesquisa conjunto desenvolvido pela Faculdade de Arquitetura de Montevidéu (Uruguai) e a Escola da Cidade, a mostra registra o movimento cooperativista no Uruguai por meio da reprodução de fotografias, planos e maquetes de vinte obras produzidas na cidade de Montevidéu durante 50 anos. Contempla, com isso, diversas modalidades de gestão, implantações urbanas e modalidades de projeto.

No dia da abertura, 3 de junho às 19h, haverá uma mesa-redonda sobre habitação no Brasil e no Uruguai com a participação de arquitetos dos dois países: Mariano Arana e Raúl Vallés (Universidad de la República Uruguay – Facultad de Arquitectura), Elisabete França (FAAP e núcleo USPcidades) e Ciro Pirondi (Escola da Cidade). Será também lançado na ocasião um catálogo apresentando imagens e fichas técnicas dos projetos retratados na exposição junto a textos dos arquitetos uruguaios Alina del Castillo, Benjamim Nahoum, Miguel Cecilio, Raul Vallés e Ruben Otero sobre a experiência das cooperativas de habitação como solução de qualidade para a produção de moradias populares no Uruguai. A entrada é gratuita e dispensa convite.

A exposição Cooperativas habitacionais no Uruguai – meio século de experiências, que conta com apoio do Consulado do Uruguai em São Paulo, tem curadoria dos arquitetos Alina del Castillo e Raúl Vallés da Unidade Permanente de Habitação (Montevidéu), Luis Octavio de Faria e Silva e Ruben Otero do curso de pós-graduação Habitação e Cidade (São Paulo). Em cartaz no MCB até 2 de agosto, registra o movimento cooperativista no Uruguai por meio da reprodução de fotografias, planos e maquetes de vinte obras produzidas na cidade de Montevidéu durante 50 anos. Contempla, com isso, diversas modalidades de gestão, implantações urbanas e modalidades de projeto.

A experiência uruguaia na produção de habitação social pelo sistema cooperativo é um dos episódios mais interessantes da arquitetura sul-americana nos últimos cinquenta anos. O movimento cooperativo destinado à construção de moradias populares surgiu nos anos 60 a partir da iniciativa de um pequeno grupo de profissionais que conseguiu articular um modelo eficiente para possibilitar o acesso à habitação de qualidade à população trabalhadora. Tudo isso aconteceu em um contexto de profunda crise econômica que, entre outros efeitos, gerou uma forte paralisação na indústria da construção.

A partir do trabalho dessa equipe foi desenvolvida a base legislativa que gerou a Lei Nacional de Habitação Uruguaia (Lei Nacional de Vivenda) de 1968, uma conquista da classe operária organizada com experiência em trabalho coletivo, apoiada por uma geração de arquitetos com sólida formação técnica e comprometida com a melhora da qualidade de vida da população.

A experiência cooperativa atingiu sua maturidade em meados dos anos 60, com uma produção relevante, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.  O movimento permaneceu em estado latente mesmo quando foi desarticulado pela ditadura militar, quando o regime militar uruguaio e o governo civil de Julio María Sanguinetti deixaram de conceder “personerías jurídicas” a cooperativas de habitação entre 1976 e 1989, impedindo assim a formalização de financiamento a milhares de pessoas. A produção ressurgiu, lentamente, com o restabelecimento democrático, incorporando novas modalidades de atuação como a reciclagem de construções existentes em áreas patrimoniais da cidade.

O cooperativismo demonstrou ser um sistema de grande potencial para a construção do habitat social urbano que, transcendendo o estritamente arquitetônico, gerou projetos de autogestão e habitar coletivo com um papel fundamental na construção de cidadania. Ao longo dos 50 anos dessa experiência pioneira acumularam-se propostas, saberes, histórias, experiências de habitar coletivo, acertos e erros que caracterizam essa forma de fazer habitação coletiva com identidade própria.

 

 

SERVIÇO:

Lançamento do catálogo e abertura da mostra

Cooperativas habitacionais no Uruguai – meio século de experiências

 3 de junho às 19h30 – Entrada gratuita

Visitação: até 2 de agosto

 

Mesa-Redonda

Com a participação dos arquitetos Ciro Pirondi, Elisabete França, Mariano Arana e Raúl Vallés

3 de junho às 19h – Entrada gratuita (dispensa convite)

 Local: Museu da Casa Brasileira

 

VISITAÇÃO

De terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos

Gratuito aos sábados, domingos, feriados e aberturas noturnas

 

Acesso a pessoas com deficiência / Bicicletário com 40 vagas

Estacionamento pago no local

 

Visitas orientadas: (11) 3026.3913 / agendamento@mcb.org.br

www.mcb.org.br  

 

uruguai

20.05.2015

Escola da Cidade lança livro sobre Arquiteto Glauco Campello

A Editora da Cidade, da Escola da Cidade, lança no dia 27 de maio (quarta-feira), às 18 horas, o livro ‘Glauco Campello: Caderno de Arquitetura’, que apresenta a obra e trajetória deste importante arquiteto brasileiro, que iniciou sua carreira na construção de Brasília e segue atuando no século XXI.

Com textos críticos dos pesquisadores Lauro Cavalcanti e Luiz Amorim, e alguns textos do próprio arquiteto, a publicação contribui com a documentação e divulgação da obra de Campello, enriquecendo a história arquitetônica ao reunir os projetos mais relevantes ao longo de sua trajetória.

Glauco Campello (1934) é arquiteto, urbanista, restaurador e professor. Começou sua carreira na construção de Brasília, a convite de Oscar Niemeyer, com quem estagiou. Lecionou na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade de Brasília (UnB). Desde 1975 mantém escritório no Rio de Janeiro, onde desenvolveu projetos de arquitetura, restauração e revitalização de centros históricos e culturais, como o restauro do Paço Imperial, do edifício destinado ao Museu Villa Lobos e do Museu da Imagem do Som (MIS). Foi também presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na década de 1990. Sua história compõe e reflete a história da arquitetura moderna no Brasil, tendo seu envolvimento com o patrimônio histórico, em paralelo à produção arquitetônica, como marca deste percurso.

O lançamento contará com um debate, às 18 horas, entre Glauco Campello, Lauro Cavalcanti, Luiz Amorim, no Auditório da Aliança Francesa. Na sequência, acontece noite de autógrafos na Escola da Cidade.

Lauro Cavalcanti é arquiteto, antropólogo e escritor. Autor de livros sobre arquitetura, estética e sociedade premiados pelo Instituto de Arquitetos e pelas Associações Paulista e Brasileira de Críticos de Arte. Luiz Amorim é arquiteto e urbanista (UFPE, 1982), professor associado da UFPE, onde coordena o Laboratório de Estudos Avançados em Arquitetura (lA2) e o Grupo de Pesquisa de Morfologia da Arquitetura e do Urbanismo.

Para o diretor da Escola da Cidade, Ciro Pirondi, “apresentar e editar o livro sobre Glauco Campello na Escola da Cidade é um privilégio e uma honra. Vendo sua produção ao longo de décadas de trabalho permanente, com uma qualidade única e coerência poética nos mais diversos temas enfrentados, temos a certeza de estarmos diante de um dos arquitetos mais significativos da arquitetura brasileira contemporânea. É um livro que nasce clássico para a pesquisa nas escolas de Arquitetura Brasileira”.

O evento é aberto ao público.

 

SERVIÇO

Debate e noite de autógrafos Livro ‘Glauco Campello: Caderno de Arquitetura’

  • Data: 27 de maio de 2015 (quarta-feira)
  • Horário: a partir das 18 horas
  • Locais:

Auditório da Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182) – debate

Escola da Cidade (Rua General Jardim, 65) – lançamento do livro

  • Outras informações: (11) 3258-8108

 

Livro ‘Glauco Campello: Caderno de Arquitetura’

Número de páginas: 140

Impressão: Hawaii Gráfica e Editora

Edição: Editora da Cidade

Preço de capa: R$60

Preço de lançamento: R$45

 

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19.05.2015

20.05 – Debate com Isa Penna e Amália Cristovão dos Santos

O Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea desta quarta-feira, dia 20 de maio, irá debater “Representatividade feminina na política, importância da construção de coletivos e frentes feministas e PL da legalização do aborto”. (mais…)

10.05.2015

13 de maio – Palestra com José Luiz Del Roio

O Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea promove nesta quarta-feira, dia 13 de maio, às 18 horas, a palestra “Comissão da Verdade: Mortos e Desaparecidos“, com o consultor da Comissão Nacional da Verdade, José Luiz del Roio.
(mais…)

07.05.2015

Exposição: Maquetes de Estudo – Os projetos residenciais não construídos de Vilanova Artigas, em São Paulo

De 08 a 29 de maio, a Escola promove exposição de maquetes de estudo da arquiteta Ana Tagliari, com orientação do arquiteto e professor Rafael Perrone. (mais…)