CIC do Imigrante
CIC do Imigrante

Conselhos

Conselho Técnico

Responsável pela organização dos trabalhos e projetos técnicos que se enquadrem nos objetivos precípuos da Associação.

Acesse o site do Conselho Técnico e conheça mais. Clique Aqui

Conselho Técnico 2016

Coordenação Conselho: Marta Moreira
Conselheiro: Guilherme Paoliello
Conselheiro: Felipe Noto
Colaboração: Carolina Klocker

O Conselho Técnico é o setor responsável por conduzir o conhecimento técnico produzido na Escola à sociedade, por meio da proposição e coordenação de projetos ligados a instituições, órgãos públicos e empresas. O objetivo é desenvolver trabalhos cujo escopo configure uma atribuição que seja exclusiva do modelo específico de Associação, fortalecendo a posição da Escola como instituição atuante, em trabalhos de cunho social, estreitando os laços entre o ambiente acadêmico e a sociedade civil.

A premissa fundamental do Conselho Técnico é a de sempre promover o desenvolvimento de trabalhos coletivamente, congregando professores, alunos e ex-alunos, em um espaço próprio na Escola da Cidade, criando a oportunidade de uma experiência real e profissional para os alunos e ex-alunos.

Em 2016 se estruturou com um novo regimento, sob a coordenação geral dos professores Marta Moreira, Felipe Noto e Guilherme Paoliello, e da ex-aluna Carolina Klocker.

 

  • EDIFÍCIOS DA ESCOLA

ESCOLA DA CIDADE EM 26H

O Conselho Técnico organizou, em outubro, uma semana de trabalhos que envolveu estudantes alunos e professores numa ampla reflexão sobre os edifícios que a Faculdade ocupa na Rua General Jardim.

Foram 26h de conversas e desenhos sobre as possibilidades de transformação dos espaços da Escola e sua adaptação aos princípios pedagógicos em constante evolução.

Os alunos, organizados em equipes, puderam desenvolver propostas em variados formatos de apresentação, do mobiliário à setorização da ocupação do edifício. A única regra era contribuir com a discussão e propostas sobre o nosso espaço. Os professores puderam, ao orientar os trabalhos, expor suas críticas e conhecer mais profundamente a apreensão da Escola que fazem os alunos.

As apresentações foram condensadas em breves vídeos com notícias das conversas da semana. Todo o material foi reunido e servirá de subsídio para o desenvolvimento de projetos de intervenção ao longo dos próximos meses.

REFORMA E ADEQUAÇÃO

Ao longo do último semestre foram concluídos os trabalhos de adequação dos ateliês do 2º, 3º e 4º andares, com a padronização do sistema da instalação, recuperação de piso e esquadrias e das salas de apoios destes andares.

Coordenação: Guilherme Paoliello

Professores: Anselmo Turazzi, José Paulo Gouvêa

Arquitetos: Denis Ferri

 

  • SESC CAMPO LIMPO

Firmada no final de 2015, a parceria com o Sesc-SP para a concepção da nova unidade no Campo Limpo contemplou uma série de atividades complementares, tais como a pesquisa “Territorialidades Culturais”, o curso “Cultura, Objeto e Indústria” e o Seminário Internacional “Espaço Livre na Cidade”, realizados ao longo deste ano. Cada um destes estudos, com distintos focos, contribuiu e vêm contribuindo imensamente para o melhor entendimento dos atores, dos lugares, arquiteturas, tecnologias, práticas que permeiam o lazer e produção cultural e urbana.

Em diálogo e troca contínua com estes ensaios, o projeto para a nova unidade se organizou em dois momentos: o primeiro chamado de “Implantação Inicial” elabora uma estratégia de caráter infraestrutural para a instalação imediata de uma edificação provisória, que possa abrigar o programa Sesc Campo Limpo em um sem sessar, até a conclusão da “Implantação Final”.

O projeto de Arquitetura, Ambientação, Conforto Térmico e Acústico, Comunicação Visual, Luminotécnica e Paisagismo, desenvolvido pela equipe de professores, alunos e ex-alunos da Escola da Cidade para esta primeira fase, tem por objetivo a criação de uma atmosfera industrial, itinerante, que pode ser desmontada, armazenada, transportada e remontada em diferentes situações.

Por sua vez, o projeto para a “Implantação Final” vem sendo discutido periodicamente através de oficinas abertas à toda comunidade da Escola da Cidade. Pioneira e inovadora, essa é a primeira experiência de um projeto de arquitetura, de autoria coletiva, desenvolvido por uma faculdade. Nestas conversas, através de desenhos, colagens e maquetes foram abertos caminhos instigantes que seguirão sendo desenvolvidos ao longo dos próximos anos.

 

Equipe Implantação Inicial:

Coordenadores: Alvaro Puntoni e Marta Moreira

Professores: Celso Longo, Daniel Trench, Juliana Pongitor, Luiz Chicherchio, Ricardo Heder,  Rita Buoro e Robert de Paauw

Arquitetos: Alexandre Mendes, Carolina Klocker, Denis Joelsons, Felipe Nogueira Stracci,  Leonardo Maia e Otávio Sasseron

Estudantes: Antonio Carlos Silva Santos, Armando Sato, Artur D. D. Corrêa,  Bruna Cardoso , Camila Ungaro, Beatriz Hoyos, Julia Vaz, Laura Tomiatti, Luiz Solano, Manoela Pessoa e Vinicius Andrade

 

Participantes das Oficinas para Implantação Final:

Alvaro Puntoni, Ana Clara Marin, Andre M. Garcia, Beatriz Coimbra, Bruna Cardoso, Camila Toledo, Carolina Klocker, Catarina Calil, Ciro Pirondi, Clara Varandas, Débora Mayumi Segawa Okamoto, Diego Petrini Pinheiro, Felipe do Amaral, Felipe Noto, Giovanna Tozzi, Guilherme Paoliello, Gustavo Cavalcanti, Gustavo Cavalcanti, Hermann Tatsch, José Paulo Gouvêa, Lais Silva, Leonardo Loyolla Coelho, Luiz Eduardo Solano, Luiz Mauro Freire, Marília Serra, Marta Moreira, Mauro Munhoz, Otavio Sasseron, Pedro Sales, Rafaella Luppino, Rafic Farah, Rebeca Domiciano de Paula, Valentino Consiglio e Veridiana Fiorotto

 

  • Cartografia das territorialidades culturais

A pesquisa para a elaboração da Cartografia das Territorialidades Culturais do Campo Limpo, Capão Redondo e Jardim São Luís tem como objetivo central identificar, mapear e caracterizar espaços-tempos de produção da cultura, que se encontram (ainda) à parte do circuito institucional. A ideia é de que se possa extrair deste mapeamento indicações relativas à disposição e configuração física dos espaços de operação, bem como dos mais variados fluxos que os permeiam e fazem funcionar, de modo que se possam sintetizar regularidades ou categorias — contextuais, escalares, formais — aptas a provocar conceitualmente o projeto de arquitetura da futura unidade Campo Limpo do SESC, apontando linhas do devir-cidade desta unidade. Reconhecendo que a relação “dentro” e “fora” é inevitavelmente assimétrica, a possibilidade em jogo é a de ampliar a porosidade e a permeabilidade física e social da nova unidade, como meio para conectar-se a outras territorialidades, ou modos de povoar coletivamente o tempo livre, fora da segmentação dura da vida: casa, escola, trabalho, entre outros.

Praticamente, isso implicou convocar algumas figuras aptas a nomear cada etapa de trabalho e seus produtos previstos (estando concluídos e disponíveis no site abaixo, os três primeiros):

  1. constelações: identificação dos agentes culturais e caracterização das condições de inserção urbana das territorialidades correspondentes (proximidade mútua, macro e micro acessibilidade, relações, posição, integração etc.);
  2. rede: circuitos de polarização, atravessamento e troca de e entre territorialidades;
  3. tipo: configuração (espacial dimensional, geométrica e construtiva) dos lugares (rua, praça, quadra, galpão etc.) onde se dá a produção cultural coletiva, propriamente dita;
  4. grid: comparação gráfica, sinótica, da variáveis estudadas para identificação de regularidades “tipológicas”
  5. cruzamento: devolutiva aos agentes culturais das hipóteses levantadas pela comparação e sistematização de categorias;
  6. relatório–site: os resultados e conclusões, bem como todas as etapas do processo de pesquisa deverão ser relatados na forma de texto, desenhos, tabelas e quadros e tal relatório preparará a base do material a ser conformado e disponibilizado como site (na medida do possível aberto à interação, de acordo com a lógica de organização e articulação da constelação, da rede e do grid).

Site, clique aqui

 

Grupo de pesquisa territorialidades culturais

 Professores:

Arqº Pedro M R Sales (coordenação)

Arqº Fábio Mosaner – até set 2016

Estudantes Escola da Cidade:

Felipe A. Brunelli, 3º ano

Lucas B. Rodrigues, 3º ano

Marília Serra, 5º ano

Marina D. L. Schiesari, 2º ano

Marina D. Bagnati, 4º ano

Pedro Henrique Norberto, 4º ano

Rebeca D. de Paula, 5º anos— até agosto 2016

Sabrina Sotelo, 3º ano —  desde set 2016

Stella B. Tamberlini, 4º ano

Consultores externos:

urbanismo Arqº. Pedro Vada

etnografia Antr. Me. Yuri B. Tambucci

supervisão em psicanálise (violência urbana) Anna Turriani — até junho 2016

 

  • SITE CT

Em 2016 foi lançado o site do Conselho Técnico, que concentra todos os projetos desenvolvidos por este órgão da Associação Escola da Cidade, responsável por conduzir o conhecimento técnico produzido na Escola à comunidade, às entidades e instituições afins, aos órgãos públicos e às empresas, por meio da proposição e coordenação de projetos, congregando professores, alunos e ex-alunos da Escola da Cidade (Grupos Técnicos) em um espaço próprio e adequado para o desenvolvimento dos projetos.

O endereço é www.ct-escoladacidade.org

 

  • CONTRACONDUTAS

Por decisão do Ministério Público do Trabalho de Guarulhos, parte da verba de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), endereçado a uma construtora brasileira, flagrada empregando trabalho análogo a escravo na construção do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi destinada à Associação Escola da Cidade, para a elaboração de um projeto que impactasse o debate público sobre as grandes obras de infraestrutura, a migração e o trabalho análogo a escravo na contemporaneidade. Com vistas a levantar, analisar, debater, problematizar e comunicar de forma abrangente a situação do trabalho análogo ao escravo na indústria da construção civil, refletindo sobre seus rebatimentos na produção da arquitetura se origina o projeto Contracondutas.

Com duração prevista de um ano (maio de 2016 a maio de 2017), conta com uma equipe ampla e interdisciplinar de profissionais, professores, alunos e ex-alunos da Escola da Cidade, atuando em rede com outras Universidades públicas e instituições culturais–sociais. Opera como dispositivo que atravessa diversas atividades didático-pedagógicas da Escola da Cidade – tais como o Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, que recebeu Margareth Rago, Luiz Felipe de Alencastro, José de Souza Martins, Karina Leitão, Paulo Arantes e o juiz Jônatas Andrade entre outros, o programa de Estágios de Pesquisa Científica e Experimental –, ao mesmo tempo em que incorpora e provoca indagações acadêmicas, propõe oficinas abertas, disciplinas regulares, investigações jornalísticas e experimentações artísticas, projetando-se em direção 
ao debate público do tema e de suas repercussões na cidade, nas relações sociais, na ocupação do território, nos fluxos migratórios, nas políticas públicas, nas produções culturais.

 

Equipe:

Curadoria e Coordenação geral: Carolina Tonetti/Ligia Nobre. Coordenação no Conselho Técnico: Felipe Noto.
Coordenação e acompanhamento de conteúdo e edição geral: Gilberto Mariotti.
Coordenação e acompanhamento das atividades didático pedagógicas: José Guilherme Pereira Leite.
Coordenação do Conselho Científico: Mariana Boghosian.
Assistente de curadoria: Julia De Francesco.
Assistente de conteúdo e edição: Joana Barossi.
Linguagem Visual: Vitor César/Julia Masagão.
Plataforma digital: Claudio Bueno.
Estagiários de edição e publicação: Mariana Caldas/Alexandre Makhoul/Mateus Loschi

 

  • MISSÃO PAZ

Situada na Baixada do Glicério, região central de São Paulo, a Paróquia Nossa Senhora da Paz é reconhecida — para além do valor histórico de sua construção, com afrescos de Penacchi e esculturas de Emendabili — pelo importante trabalho de acolhimento e assistência que realiza com migrantes e refugiados oriundos de diversos países, dentre os quais a recente população de haitianos, que têm a igreja como principal ponto de referência.

A partir de uma verba destinada em 2014, pela Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, com objetivo de promover melhorias na estrutura física da Instituição, a Escola da Cidade — em decorrência dos serviços prestados para a realização do CIC do Imigrante — iniciou um trabalho de apoio técnico para orientar as reformas e ampliações que poderão ser feitas a curto e longo prazos, no conjunto que abriga a instituição. Este trabalho envolve levantamentos físicos, funcionais e laudos de estruturas e instalações das construções existentes, bem como o levantamento da situação legal do imóvel e um dossiê histórico sobre a evolução do conjunto, que está em processo de tombamento pelos órgãos de preservação do patrimônio. O resultado do trabalho, cuja parte inicial já está concluída, poderá ser acessado por meio de um site que está sendo desenvolvido em conjunto com o Conselho Técnico da Escola.

Equipe:

Coordenação: Professores Eduardo Ferroni e Pablo Hereñu
Arquitetura: Professores Eduardo Ferroni e Pablo Hereñu / H+F arquitetos
Levantamento Fotográfico: Pedro Napolitano Prata
Levantamento Planialtimétrico: Carlos Deda Júnior / Promap Topografia
Levantamento Histórico: Professora Joana Mello, Juliane Bellot Rollemberg Lessa
Levantamento da Situação Legal do Imóvel: Fernando Martines
Vistoria de Instalações Hidráulicas e Elétricas: Mary Hashigushi, Yoji Yamamato / Sandretec Engenharia
Vistoria de Estruturas: Mauricio Takashi / Steng Projetos Estruturais e Professora Heloísa Maringoni

  • CIC DO IMIGRANTE

Conclusão da Obra

A partir de um convite da Secretaria da Justiça, a Escola da Cidade desenvolveu projetos e implantou a obra de adequação de um conjunto de edifícios ferroviários na Barra Funda para sua conversão em Centro de Integração e Cidadania (CIC), voltado exclusivamente a imigrantes. O local servirá de referência no acolhimento e formalização dos imigrantes e está em fase final de implantação. Nesta última etapa, foi desenvolvido o projeto (e sua implantação) do sistema de sinalização dos edifícios, ao longo de uma disciplina eletiva da Escola. O trabalho integra o Convênio firmado entre Escola da Cidade, Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania e Inditex, e conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho.

Equipe:

Arquitetura: B ARQUITETOS (Professores Felipe Noto e Maira Rios, Paulo Emilio Ferreira)
(Equipe: Denis Joelsons, Lara Ferreira, Adriana Matsufuji, Letícia Amado, Beatriz Hoyos, Murillo Lazzari).
Sinalização: ESCOLA DA CIDADE (Coordenação Hermann Tascht e Luis Felipe Abbud. Equipe: Ana Carolina Hidalgo Martini, Manuela Raitelli, Marina Brant, Rebeca Domiciano de Paula, Vitor Hugo Pissaia).
Estrutura: Professore Marcelo Bianco / INNER ENGENHARIA
Instalações Elétricas e Hidráulicas: PHE ENGENHARIA DE PROJETOS
Climatização: HTY PROJETOS DE ENGENHARIA TÉRMICA
Conforto Ambiental e Iluminação: K2 ARQUITETURA
Paisagismo: SOMA ARQUITETOS
Construção: NIX CONSTRUÇÃO E INCORPORAÇÃO