Conselhos

Conselho Escola de Humanidades (Fábrica)

 

Dedicado à implantação do curso de ensino médio e técnico, aprovado pela Secretaria Estadual de Educação e Senai, em 2014.

Coordenação Conselho: Luis Octavio Pereira Lopes de Faria e Silva
Conselheiro: Geraldo Vespaziano
Conselheiro: Helene Afanassief
Conselheiro: Ciro Pirondi
Conselheira: Anália Amorim
Conselheiro: Alvaro Puntoni
Conselheira: Juliana Armede

Já há algum tempo a Associação Escola da Cidade tem acalentado a ideia de se dedicar também ao Ensino Médio, gargalo atual na Educação brasileira, estendendo assim para os anos anteriores à formação universitária seu projeto representado pela Escola da Cidade, que muito tem contribuído para renovar e aprimorar a preparação de arquitetos em nossa cidade e em nosso país.

Para tanto, foi instituído um Conselho para essa nova empreitada, que se decidiu nomear em homenagem a um grande humanista arquiteto brasileiro, inspirador também da decisão de se pensar sempre o Ensino Médio associado ao Técnico, tendo como meta a formação de técnicos humanistas, apoio primordial para avançarmos na construção desse nosso complexo país continente. Escola de Humanidades João Filgueiras Lima – Fábrica nasceu, assim, com o propósito de valorizar a formação técnica de nível médio, possibilitando inclusive que seus alunos, capacitados, possam adentrar no mundo da produção sem necessariamente ingressarem no ensino superior, algo muito frequente em países europeus, por exemplo. A formação permitirá, sem dúvida, que aquele que decidir avançar na vida universitária esteja qualificado para tanto, mas caso o aluno tenha um perfil mais voltado para a produção, poderá empreender nesse sentido já ao completar os ciclos da nova Escola.

O Conselho da Escola de Humanidades Fábrica conta desde seu início com os arquitetos membros da Associação Luis Octavio de Faria e Silva (coordenador), Hélène Afanasieff, Geraldo Vespaziano Puntoni e, há alguns meses, conta com Juliana Armede, importante reforço na implementação de uma Escola socialmente justa, além de ecologicamente correta e, não menos importante, economicamente viável – em síntese, uma Escola efetivamente sustentável. A presidente da Associação Escola da Cidade, Anália Amorim, e o Diretor da Escola da Cidade, Ciro Pirondi, têm assento no Conselho e são, além de idealizadores, fomentadores incansáveis dessa bela empreitada que se torna mais robusta a cada dia.

Ao longo do ano de 2015, tendo já sido pré-aprovado o projeto educacional junto à Delegacia de Ensino e no Centro Paula Souza, o Conselho Escola de Humanidades Fábrica se dedicou a discutir formas de viabilizar uma escola que fosse estímulo ao convívio entre estratos sociais distintos, assim como sobre a conceituação da Oficina Fábrica, cerne da forma de aprendizado pretendida, calcada na perspectiva de pensar fazendo e fazer pensando, deixando para trás a ideia de separação entre a concepção e a produção, causa de muitas das idiossincrasias diante das quais nos vemos na atualidade.

Com apoio do Grupo de Ensino e Pesquisa de Inovação da FGV Direito, foi aprimorado o projeto da nova Escola, sobretudo no que diz respeito aos seus custos e perspectiva de sustentabilidade financeira. Reuniões têm sido realizadas e da interação daquele grupo com o Conselho Escola de Humanidades Fábrica surgiu um conjunto de documentos para a prospecção de parceiros e financiadores.

Algumas empresas, em geral através de Institutos associados, interessadas no projeto da nova Escola, já se tornaram parceiras e, seja com a perspectiva de bancar alguns alunos, seja no fornecimento de meios para viabilizar as instalações da Escola de Humanidades Fábrica, têm avançado em tratativas que fazem pensar na possibilidade de um novo edifício na mesma quadra da Escola da Cidade, intrinsecamente relacionado a esta, para abrigar esse que desejamos ser um exemplo de capacitação de jovens, estímulo a relações democráticas e com a consciência das possibilidades da Técnica na construção de uma condição solidária em cujo centro esteja o Homem. O projeto da nova Escola será encargo de nosso grande mestre arquiteto Paulo Archias Mendes da Rocha, expoente de nosso ofício, baluarte de uma visão generosa da ação humana.

O Conselho Escola de Humanidades Fábrica também iniciou no ano de 2015 a formação de um grupo de professores, especialmente para o seu primeiro ciclo, que se deseja iniciar em 2016, que são vistos como partícipes da construção dessa forma de ensino que, esperamos, revolva e aponte caminhos diante da atual encruzilhada da Educação no Brasil. Dentre eles, alguns já professores da Escola da Cidade e outros que trazem um sopro de vigor em função de suas experiências no Ensino Médio e mesmo Fundamental entre nós e que, inquietos, somam esforços na empreitada que se inicia.

O Grupo de professores convidados é composto, até o momento, por Ana Lindenberg (Ecologia), Aníbal  Fonseca (Física), Antonio José Lopes (Matemática), Bia Lessa (Teatro), Carla Caffé (Desenho Sensível), Cecília Amaro (Química), Eliane Caffé (Cinema), Irene Sinnecker (Inglês), João Ferraz (História), José Guilherme Pereira Leite (Sociologia), José Guilherme Schutzer (Geografia), Kitty Bucci (Música), Marinete Veloso (Literatura), Mariuza F. Lindenberg (Biologia), Paulo von Poser (Desenho  Sensível) e Joaquim Toledo Jr. (Filosofia).

A expectativa é a de que a nova Escola funcione nos seus dois primeiros anos no mesmo edifício da Escola da Cidade, no período da manhã. No terceiro ciclo, a estrutura de ensino da nova Escola contará com um espaço para a Oficina Fábrica e, em função de parcerias possíveis, algumas locações para a implantação desta têm sido visitadas por membros do Conselho e acordos que as viabilizem financeiramente trabalhadas em conjunto com todos os que se mostram entusiasmados e confiantes nessa importante movimentação empreendida pela Associação Escola da Cidade.

O ano de 2016 representou um momento de compasso de espera para a Escola de Humanidades Fábrica em função de uma série de circunstâncias. Obras no edifício da Escola da Cidade, onde em princípio a nova Escola de ensino médio associado ao técnico iniciará suas atividades, fizeram com que alguns certificados, sobretudo o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), tivessem que aguardar para as vistorias finais, fazendo com que a aprovação definitiva por parte da Delegacia de Ensino ficasse também aguardando documentos referentes. Também contribuiu para um adiamento da abertura da nova Escola uma revisão no ritmo de apoio financeiro, por parte de empresas que tiveram no ano de 2016 um período de turbulências e rearranjos, ainda que tenham mantido a confiança no projeto e falem em termos de reestruturação do cronograma, algo que fez com que houvesse uma alteração nos andamentos.