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09.08.2019
Jornada do Patrimônio

Nos dias 17 e 18 de agosto, a Escola da Cidade abre suas portas para participar da Jornada do Patrimônio 2019 – Memória Paulistana

A Jornada do Patrimônio, organizada pelo Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, anualmente, desde 2015, tem como principal objetivo estimular a população a reconhecer os patrimônios históricos e culturais paulistanos,  que tratam da memória e identidade dos diferentes grupos sociais presentes na cidade. A Jornada do Patrimônio 2019 vai celebrar todos os cantos da cidade de São Paulo, por meio das histórias, memórias, pessoas e lugares que traduzem o nosso patrimônio histórico e cultural. O objetivo é compartilhar e fortalecer iniciativas de valorização do patrimônio cultural paulistano que procuram trabalhar os distintos territórios, evidenciando as particularidades históricas e aspectos contemporâneos das cinco regiões da cidade.

Como parte das atividades do evento, a Escola da Cidade abrirá suas portas nos dias 17 e 18 de agosto, com o oferecimento de uma programação especial: mesas de debate, roteiros, oficina e visita monitorada que, no sábado (17) se organizarão em torno do tema Memória, Direito e Consciência e, no domingo (18), da relação entre o edifício da Escola da Cidade e seu entorno ao longo do tempo.


Sábado 17/08

11h-13h Mesa Memória, Direito e Consciência (Escola da Cidade)

Renato Cymbalista e Marly Rodrigues

Debatedores: Amalia Cristovão dos Santos, Gloria Kok, Pedro Lopes e Rebeca Lopes

Mediação: Marianna Boghosian Al Assal

A mesa procura colocar em discussão o lugar fundamental da memória – rebatida no patrimônio de forma tanto material quanto imaterial – como direito e instrumento de cidadania. Resgatar as múltiplas histórias, por vezes invisibilizadas, que permeiam os espaços cotidianos de circulação na metrópole é tarefa inescapável para a construção de uma realidade social mais consciente e que respeite diferenças.

14h-16h Roteiro Práticas e memória negra no bairro da Liberdade (ponto de encontro Escola da Cidade)

Amália Cristovão dos Santos e Glória Kok

O roteiro baseia-se em um trajeto por ruas e edificações da Liberdade e arredores, propondo a reflexão sobre o apagamento da presença da população negra nesse território e a extinção dos espaços de suas práticas. Nos séculos XVIII e XIX, a região sul de São Paulo, concentrava uma série de atividades pouco atrativas e insalubres – matadouro, forca, acesso à estrada de Santos e o Cemitério dos Aflitos –, sendo habitada principalmente por livres pobres e escravizados. No século XX, políticas públicas obliteraram traços dessas populações, enfatizando os grupos de origem asiática.

14h-16h Roteiro Memórias e sociabilidades LGBTI no Centro de São Paulo (ponto de encontro Escola da Cidade)

Pedro Lopes

A presença de pessoas LGBTI em São Paulo é marcada por territorialidades específicas, dentre as quais destacam-se historicamente o centro da cidade e os arredores do Largo do Arouche. Entre atos de caráter eminentemente militante e espaços de sociabilidade e encontros afetivos ou eróticos, a ocupação dessa região ganha caráter político na medida em que interpela normatividades de gênero na criação de comunidades de pertencimento e na abertura de espaços seguros para a circulação. A proposta deste roteiro é tematizar estas questões conforme visitamos alguns marcos dessa história.

14h-16h Roteiro De espaços de violência a lugares de memória da ditadura militar (ponto de encontro Escola da Cidade)

Rebeca Lopes

O percurso aborda lugares de memória da ditadura militar brasileira, que foram e cenários de violência e passaram por processos de memorialização e ativação patrimonial. Ele será composto por três paradas: o monumento a Carlos Marighella, implantado no local de sua morte; as dependências da antiga sede do DOI-CODI, local de tortura, tombado pelo CONDEPHAAT e reivindicado como memorial; e o edifício da 2a Auditoria da Justiça Militar, que abrigará o Memorial da Luta pela Justiça. Partindo desses lugares, iluminaremos as distintas camadas históricas que os construíram; bem como as disputas que envolvem suas constituições ou projeções como memoriais.

14h30-16h30 Roteiro A zona do meretrício do Bom Retiro: confinamento e prostituição (1940-1953) (ponto de encontro Sesc Bom Retiro)

 Paula Janovitch

Quem caminha por um pequeno trecho do Bom Retiro, paralelo à movimentada Rua José Paulino, não imagina que ali ao lado do paredão do trem, entre as Ruas Aimorés, Ribeiro de Lima e Prof. Cesare Lombroso, o Governo de São Paulo manteve um confinamento de prostitutas na cidade. Era a época do Estado Novo e Adhemar de Barros, interventor do Estado de São Paulo, escolheu este bairro como destino da prostituição que se espalhava pela região central. Neste roteiro, faremos um trajeto por estas ruas com registros da década de 40, que proporcionarão aos participantes uma melhor compreensão da história da zona do Bom Retiro.

14h-16h Oficina Museus de Memória: São Paulo e América Latina (Escola da Cidade)

Bruno Carvalho

A oficina faz uma leitura a partir da Arquitetura e do Urbanismo caracterizando um modelo de equipamento urbano que aborda momentos de violência e violação dos direitos humanos, a partir de práticas participativas, educação e justiça social. Ao analisar o Memorial da Resistência, a Casa do Povo e o Museu da Imigração em São Paulo juntamente com os museus de memória da América Latina localizados em Santiago no Chile, Lima no Peru e Bogotá na Colômbia, busca fundamentar as estratégias de representação da memória imaterial através da sua escala territorial, urbana e cultural.

Domingo 18/08

11h-13h Mesa o edifício da Escola da Cidade e a Vila Buarque: ontem e hoje (Escola da Cidade)

Monica Junqueira, Guilherme Paoliello e Felipe Noto

Mediação: Anna Beatriz Ayrosa Galvão

No início de suas atividades, em 2002, a Escola da Cidade ocupou dois edifícios projetados por Oswaldo Bratke no centro da cidade de São Paulo. Os edifícios, concebidos em 1942 e construídos separadamente haviam sido ocupados primeiramente como residências que, acompanhando as mudanças do entorno, seriam transformadas para uso comercial e encontravam-se então vazias quando foram adaptadas para receber a nova escola. O espaço foi sendo paulatinamente qualificado a partir da lógica de um programa aberto que integrou os dois edifícios. Em 2018 concluiu-se uma ampla reforma dos edifícios, agora entendido como um, que reafirma a ligação transparente entre a Escola e a rua.

13h-14h Visita monitorada ao Edifício da Escola da Cidade

Guilherme Paoliello e Felipe Noto

A visita acompanhada pelos arquitetos responsáveis pelo Conselho Técnico e pelas últimas obras no edifício.

As atividades são gratuitas e abertas a todo o público interessado.


INSCRIÇÕES

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