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20.09.2016
Prêmio José Mario Calandra para estudantes: Inscrições encerradas

Inscrições Encerradas. Entrega dos projetos até 24 de outubro.

Estudantes de Arquitetura e Urbanismo poderão participar do Prêmio José Mario Calandra, instituído para eleger as três melhores ideias visando à recuperação do prédio da antiga Estação Rodoviária de Mogi das Cruzes (SP) e de seu entorno, na Praça Firmina Santana. Instituído pela Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em parceria com ‘O Diário’, de Mogi das Cruzes, o prêmio elegerá as três melhores sugestões, que serão entregues ao prefeito eleito no pleito de 3 de outubro.

O patrono do prêmio – José Mario Calandra -, falecido em 1994, foi o empresário mogiano que idealizou e construiu o conjunto da Praça Firmina Santana, que por 40 anos serviu de Estação Rodoviária para a Cidade.

CRONOGRAMA
Haverá três fases na premiação: na primeira delas, que começa dia 23 de agosto e se encerra dia 30 de setembro, os estudantes interessados, em equipes de até cinco integrantes, deverão formalizar sua disposição em participar do certame.

Até o dia 24 de outubro as propostas serão recebidas, via internet e, no dia 31 de outubro, serão anunciadas as três ideias vencedoras. As equipes escolhidas receberão, cada uma, cinco livros de arquitetos brasileiros e ampla divulgação em ‘O Diário’.

JÚRI
O júri é integrado pelos arquitetos José Francisco Magalhães, da Universidade Braz Cubas; Ana Sandim, do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico; Alvaro Puntoni e José Paulo Gouvêa, da Escola da Cidade e pelo executivo Marcelo Bonanata.

A Estação Rodoviária da Praça Firmina Santana operou entre as décadas de 40 e 80, quando perdeu sua destinação original, com a inauguração do Terminal Geraldo Scavone, na Avenida Francisco Rodrigues Filho. Desde então, passou a ser ocupada por pequenos comércios e, em um período, por escritório de apostas do Jóquei Clube de São Paulo.

 

Escola da Cidade e Cátedra

O Prêmio José Mário Calandra, promovido em conjunto com a Escola da Cidade, é a primeira ação liderada pela Cátedra Tirreno Da San Biagio de Jornalismo, instituída por O Diário para perenizar a memória do seu fundador, e tem por objetivo, incentivar o debate de temas de interesse coletivo e a prática do jornalismo ético.

 

Escola da Cidade

A Escola da Cidade, sediada em São Paulo, é um centro de estudos que – por meio de relações entre arquitetura, história, cultura, território e natureza – procura introduzir e reinterpretar as diferentes formas de ocupação do espaço.

É uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, que reúne um conjunto de profissionais multidisciplinares e procura formar arquitetos e urbanistas criativos e críticos à cidade.

 

Cátedra

A Cátedra Tirreno Da San Biagio de Jornalismo foi instituída por ‘O Diário’ para eternizar a memória e os ideais de seu fundador e diretor por 58 anos. Ao longo de toda sua trajetória, Tote – como era conhecido – sempre defendeu o ideal de que o jornal deveria estar a serviço da Cidade: “Jornal é como um filho, ao qual se dá a vida sem ser dono de sua vida” dizia ele. Além de propor temas, como a questão da velha Estação Rodoviária, a Cátedra debaterá assuntos ligados diretamente ao jornalismo, promovendo seminários, sempre em parceria com instituições de reconhecida credibilidade.

 

O Prédio

O prédio da Praça Firmina Santana é resultado de um conjunto de ações inovadoras. Delas participaram, de um lado, o então interventor em Mogi das Cruzes, Renato Granadeiro Guimarães e, de outro, o empresário José Mario Calandra.

A partir de 1928, a Cidade passou a receber todo o fluxo de tráfego que percorria a Estrada Velha São Paulo-Rio, inaugurada por Washington Luiz. Em boa parte da atual Avenida Fernando Pinheiro Franco foi possível ampliar a velha rua existente; todo o espaço era ocupado por chácaras. Mas, no trecho entre as ruas Braz Cubas e Deodato Wertheimer, formava-se um funil, com várias casas impedindo o alargamento.

Em 1940, Renato Granadeiro Guimarães publicou edital de concorrência para o melhor projeto que, prevendo as desapropriações necessárias, arcasse com o custo delas e desse destinação comunitária ao restante. O projeto aprovado foi o que José Mario Calandra apresentou.

Era a construção de um prédio idealizado pelo engenheiro Shiro Jiro Mukai e que seria construído pelo empreiteiro Carlos Alberto Lopes. Propunha solução inovadora: não havia nenhuma estação rodoviária em todo o percurso da estrada São Paulo-Rio. E seria o primeiro edifício de linhas modernas construído em Mogi das Cruzes.

Ele teria dois pavimentos. No térreo, além de sala de espera e plataformas de embarque e desembarque, haveria espaços para sanitário, bar, cozinha, loteria, escritório e um posto de gasolina. No pavimento superior seria instalado o restaurante e haveria terraço para convivência.

Durante 40 anos a Estação Rodoviária serviu ao seu objetivo, com tempos de glória até 1951, quando foi inaugurada a Via Dutra e boa parte de seu movimento deslocou-se para a nova estrada. Ainda assim ela resistiu, atendendo aos ônibus que circulavam até São Paulo e Vale do Paraíba. A inauguração do Terminal Geraldo Scavone, na década de 80, determinou o fim do prédio como rodoviária e ele passou a abrigar pequenos comércios.

 

O criador

José Mario Calandra, o idealizador da Estação Rodoviária, deu depoimento para um Trabalho de Conclusão de Curso na UBC, em setembro de 1987, e lembrou:

“Iniciei a construção em julho de 1940 e ela foi inaugurada em 31 de maio de 1941. O projeto era inovador: não havia, daqui até o Vale do Paraíba, nenhuma obra com marquise de quatro metros em balanço de concreto armado”.

A ideia lhe surgiu por causa de sua atividade anterior: com o irmão, José Mario Calandra tocava um posto de gasolina no km 30 da Estrada Velha São Paulo-Rio e, por ali passavam prefeitos da região na época em que os ônibus usavam os postos ou bares como ponto.

Foi então que ele soube da concorrência aberta por Renato Granadeiro Guimarães, então interventor em Mogi, para ocupação do espaço que seria desapropriado. Uniu uma informação a outra, consultou Carlos Alberto Lopes, chegou ao engenheiro Shiro Jiro Mukai, ganhou a disputa e iniciou a construção.

A Rua Senador Dantas também foi prolongada até a Rua Dr. Deodato Wertheimer, para permitir a circulação por todos os lados do prédio. O edifício original tinha capacidade para estacionamento simultâneo de oito ônibus. Segundo Calandra, a ideia era que a Estação Rodoviária se prestasse para o fim projetado por 10 anos. “E a velha Rodoviária serviu à sua finalidade por mais de 30 anos”.

Em 1953 Calandra sugeriu a construção de uma nova Estação Rodoviária, no espaço hoje ocupado pelo Terminal Central, na Rua Flaviano de Melo. “Infelizmente – disse ele – por falta de apoio político, não foi possível sua realização”.

Na época da inauguração, seis linhas que partiam do Município tinham parada na velha Rodoviária. Saíam de Mogi para: São Paulo (de Antonio Paniagua), Capela do Ribeirão/Biritiba Ussu (Henrique Eroles), São José dos Campos (Afonso Cabrilhana), Casa Grande/Biritiba Mirim/Salesópolis (Geraldo Scavone), Jacareí (Manoel Pinto) e Sabaúna/Guararema (Antonio Garcia).

 

Os arquitetos

Alvaro Puntoni

Doutor em Arquitetura e Urbanismo, Álvaro Puntoni participou – e venceu – diversos concursos nos quase 30 anos de profissão, dentre eles os primeiros lugares no Concurso Nacional para o Pavilhão do Brasil na Expo’ 92, em Sevilha, na Espanha, no Concurso Nacional de Ideias do Memorial à República, em Piracicaba, no Concurso para a nova Sede do Sebrae, em Brasília. Puntoni também recebeu o Prêmio Jovens Arquitetos, em 2004, promovido pelo Instituto de Arquitetos de São Paulo, entre outros. É professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e na Escola da Cidade.

Ana Maria Sandim

Ana Sandim é arquiteta, engenheira ambiental e mestre em Educação, Linguagem e Tecnologia. Presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap). Atualmente, é professora na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Planejamento e Projetos de Edificação. Representante regional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

José Paulo Gouvêa

José Paulo Gouvêa é doutor em Arquitetura e Urbanismo e professor de Projeto na Escola da Cidade, onde também é editor da Editora da Cidade. Foi primeiro colocado no Concurso Renova-SP, promovido pela Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, e premiado no Concurso de Requalificação do Teatro Castro Alves e no Concurso para a Nova Sede Administrativa do Maranhão. É coautor do livro ‘Itinerários de Arquitectura IT06: Paulo Mendes da Rocha’ e diretor do documentário ‘PMR 29: 29 minutos com Paulo Mendes da Rocha’.

José Francisco Xavier Magalhães

Doutor em Planejamento Urbano e Regional, e mestre em Estruturas Ambientais Urbanas, o arquiteto José Francisco Xavier Magalhães é coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Braz Cubas (UBC). Foi diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), entre 1998 e 2003. Entre os prêmios recebidos, é possível destacar o primeiro lugar no Concurso Casa Bienal, no Concurso de Propostas para Valorização Urbana da Avenida Paulista, e a menção honrosa na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, como professor orientador.

Marcelo Lima Bonanata

Bacharel em Direito, Marcelo Bonanata trabalha no setor imobiliário há 25 anos. Atualmente é diretor de vendas da Halbor Empreendimentos, incorporadora mogiana, empresa que está entre as dez maiores incorporadoras do Brasil. Atuou por mais de dez anos como corretor de imóveis e ingressou no mercado de incorporação, como executivo de vendas, há 14 anos. Na Helbor, é o responsável pelo relacionamento com as empresas imobiliárias contratadas e corretoras de imóveis parceiras.

 

 

INSCRIÇÕES

Inscrições: De 23 de agosto a 30 de setembro

FAÇA SUA INSCRIÇÃO. CLIQUE AQUI

Informações: premiojmc@escoladacidade.edu.br

 

BASES DO PRÊMIO – CLIQUE AQUI
EDITAL – CLIQUE AQUI E FAÇA O DOWNLOAD – ATUALIZADO EM 20.09.16

 

DÚVIDAS? ESCLAREÇA AQUI!

  • Duvidas quanto às datas
    A data de entrega das pranchas é a que consta no cartaz: 24/10/2016. Sendo assim, o prazo de entrega é até às 23:59h desse dia.
  • Duvidas quanto à inscrição
    Diferentemente do que foi dito na primeira versão do edital, não há um e-mail de confirmação. A confirmação é feita ao final da própria inscrição, com uma mensagem no próprio formulário.
    O comprovante de matrícula deve ser entregue junto com as pranchas, em link que será disponibilizado após o encerramento das inscrições.
    É possível – e estimulada – a participação de alunos de diferentes instituições de ensino.
    Não será aceita a participação de arquitetos recém-formados.
    Não é necessária a vinculação de um professor orientador ao grupo de alunos. No cadastro, os espaços reservados aos integrantes são para os alunos participantes, apenas.
  • Dúvidas quanto à base
    A base foi redesenhada a partir da prancha original do projeto. Tanto o edifício em si, quanto a área do entorno sofreram diversas modificações ao longo do tempo. Sendo assim, a base serve como uma guia e não como um critério de avaliação que deve ser seguido à risca. Informações coletadas pelo grupo em outros locais são sempre bem-vindas, enriquecendo a conversa e o diálogo acadêmico, e fazem parte do trabalho. O material fornecido é somente um ponto de partida comum.
    A base foi fechada em formato dwg, na versão 2017 do Autocad.
  • Dúvidas quanto à representação
    A representação do projeto é livre. Em outras palavras, respeitando a formatação e número de pranchas, o grupo pode se sentir livre para utilizar qualquer meio para demonstrar as intenções da proposta. São esperados cortes e plantas – feitas à mão ou em computador – por entendermos que essas são linguagens comuns da arquitetura, mas não é necessário se limitarem a elas.
  • Dúvida quanto ao anonimato
    A única informação permitida na prancha é o nome da equipe.
  • Dúvida quanto ao projeto
    Tratando-se de um concurso de ideias de estudantes, fica a cargo deles decidir qual é o tamanho da área de intervenção, os critérios de preservação, assim como demonstrar os motivos que sustentam o projeto.

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